segunda-feira, novembro 25, 2013

So...ssego Enfim

Saber que o tempo é implacável, que brincar de casinha não é vida real e que na real tudo é bem diferente
Pensar que o tempo muda tudo, mas que não cura de verdade só faz abrandar o sentimento, que fica guardado lá no fundo.
Ter a certeza de que a fuga, a afronta ou a negação são opções, mas simplesmente ver tudo escorrer por entre os dedos.
É tempo senhoras e senhores de se perder na própria realidade e se entupir de dores!
Talvez tenhamos sido usurpados de nós por uns instantes, ou talvez tudo tenha virado pó num só rompante.
Um olhar cruzado basta pra saber que está lá, tudo que outrora estivera com fervor, mas e agora?
Agora tudo está tão diferente e tão distante, tão somente e tão calmante que tudo parece uma explosão.
O controverso, o lúdico e o inesperado, trazem uma única certeza: NADA VAI MUDAR!
A loucura e a utopia trazem consigo sentido, castigo, medo.
Nunca saberemos quem somos fugindo assim de nós mesmos, nunca saberemos o que somos formando a figura fugaz do secreto.
Um estupor, funéreo, uma sagacidade bandida que assola a rotina do desespero, lá fora o desejo, aqui o receio de não ser.
Efêmero, singelo, cúmplice que outrora tivera, mas hoje chama-se distância.
O amor transformado a fatos de cacos caídos sem ternura, com muitas rusgas e rugas e muita cola pra tudo se encaixar de alguma forma.
Não funciona, tudo numa transferência pra única decência que capta com doçura minha essência, que espanta os fantasmas e traz a face o sorriso com a transferência do que se havia perdido.
A infância leve, sutil e cheia de vida que me toma, parece fazer tudo o mais valer a pena, o mais ou o nada, que na medida do possível avança.
Sobra apenas o que não foi, como não foi. Sua loucura se encaixa, sua singularidade me convém, mas não convém, não convém...
Parecem palavras soltas ao vento, mas a noite me engole num só golpe e madrugada a dentro apenas desejo ver o sorriso que me faz esquecer tudo o que poderia haver de momentânea ou permanentemente errado em meu peito, meu filho. Sossego enfim...

segunda-feira, março 26, 2012

As sutilezas resultantes de um olhar

Nossa vida é tão cheia de rodeios e pormenores, de piadinhas e pitadas de recheio. Fazemos tanto por nós mesmos que nem ao menos percebemos os caminhos ou desígnios corretos.

A sociedade doente de orgulho, corrupção e ódio alimenta seus três poderes como fazemos com um animal de estimação, cultivamos aversão e esquecemos do básico. Mas o que é o básico?

Quem sou eu pra dizer, a mim basta saber que cada um tem seu próprio caminho com os dons que recebeu e usá-los da melhor forma. E isso amigos, cabe só a quem recebeu.

Erramos tanto pelo caminho que mal enxergamos o foco final, quase perdemos o objetivo e isso é tão fácil e comum que já nem é cruxificável.

Palavras não vão corrigir os passos tortos, elas podem amenizar as passadas, mas os passos ainda sairão do prumo.

Haverá sempre uma nova jornada, por mais difícil que seja mudar o caminho. Trilhas sempre escondem atalhos, mas nem sempre eles são mais fáceis embora sejam mais rápidos. Agora eu pergunto: a quem cabe julgar o melhor a fazer? Sei que não é a mim ou a você.

O tempo passa, as metas vão moldando o caráter e as atitudes tomadas marcam o que ficou para trás e o que há por vir como um divisor de águas; ressaltaria apenas que as transformações e moldes valem para todos os lados. Tanto aquele que se pensa ter deixado imutável, quanto pelo que há de vir.

Sou hoje a mulher que não fui ontem, plácida no tumulto, desinteressada de excesso de atenção, era menina em corpo de mulher, mente vagando, descentrada, hoje amadurecida sou outra, como se diz não será nem o mesmo homem nem o mesmo rio.

Partindo desse princípio seria correto afirmar que é uma estupidez dizer isso depois de anos a fio? Eu diria que sim, porque sim e não. Sim, porque seria a mesma pessoa, mas não seria; estaria mais digna, mais crescida, sendo outra e é claro as águas também.

Mas quem diabos disse que não se pode fazê-lo?

Querer é uma opção, não é a mesma água nem o mesmo rio, mesmo sendo o mesmo local e pessoa, mas poderia ocorrer se assim fosse desejado e seria algo inteiramente novo. Não se afoga o passado nas tais águas, mas o encara de frente orgulhosamente apresentando o que se tornou. Não obstante, de que valeria?

Basta cada dia por seu mal e seguir em frente, melhorando sempre!

sábado, agosto 27, 2011

Esqueço tudo e recomeço quando te encontro

Aprendi com as brigas que fazer as pazes é a melhor parte de um relacionamento, mas que brigar muito desgasta até o melhor dele e
mais que isso, tenho aprendido com algum sofrimento que maior alegria se tem quando quem amamos está ao lado.
Quando te vejo está tudo bem, tudo de ruim desaparece e a vida recomeça.
É como um fluxo, viciante e vicioso que num ciclo contínuo e infindável alucina e aglomera.
Palavras perdidas me perdem no tempo,
me fazem perder a razão e o sustento, me distanciam da veracidade das intenções e intencionalmente fundem razão e sentimentos se confundem.
Soltas ao vento elas destoam das reais intenções dos meus sentidos e os entorpece.
Fico inebriada de inexatidão com rompantes perturbados.
Quero ser a razão de sorrisos teus,
que o teu acordar seja mais feliz com minha presença,
que tua razão me compreenda e eu compreenda a ti e nessa condição mútua, completemo-nos.
Pode ser difícil, mas não se trata de uma utopia condicionada a uma realidade impossível.
Ver e ter você ao meu lado faz tudo ficar melhor.
Faz a rotina mudar de cara e a alegria aparecer com rompantes de euforia em demasia.
Quero tudo e quanto muito pode ser. Quero a alegria da vida em dias desiguais... CONTIGO.
Aprender a pedalar nessa ciclovia de aros tortos com palavras que careçam de atenção.
Tenho tantos sonhos e percebo com a distância que sem você eles não estão completos.
Declaro lei, condição de cumprimento, artigo e vontade de tudo o que há, que as palavras são vazias, desvairadas e completamente fora de prumo quando estão em desarmonia com as que vêm de você.
Pensar em te perder, me faz pensar em querer fazer disso um recomeço, porque não me enxergo distante desses olhinhos pidões, desses lábios que produzem o desejo de beijos infindáveis e um sorriso lindo, desse rosto único, mestiço de cores e origens, num tudo que me faz querer muito ficar mais perto. Dos braços que me acolhem e me fazem protegida, da paciência que se refaz constantemente após minhas imprudências, das palavras doces e da atenção que dá ao que pode e quando pode "E de te amar assim, muito e amiúde. É que um dia em teu corpo de repente. Hei de morrer de amar mais do que pude."
Aprendo como amiga e como amante o quão importante é sua vida junta a minha buscando caminhos semelhantes. Porque esqueço sempre tudo e recomeço quando te re-encontro.

quarta-feira, maio 25, 2011

Um que de não sei o quê

Parece tudo tão engraçado,
de repente se forma uma crosta, uma camada espessa,
de repente tudo se dissolve facilmente,
de repente o passado parece desaparecer... tão de repente!
Para cada tempestade a brisa leve e o sol na manhnã seguinte.
Nada é pra sempre se o tempo que durar for o bastante,
se basta para aprender,
se basta para crescer,
se ensina a estimular,
se mostra o caminho a seguir,
se nos fazer entender como é que se deve ver e viver,
por tudo que se acredita...
Criar ideiais faz bem, mas não traz os problemas
que a realidade pode acrescentar tão sorrateiramente.
Utopia é tender a achar que pode entender o mundo,
sem perceber que não se vive a realidade
nem na própria concepção.
Ilusão descabida de perfeição!
Tudo parece tão bonito sem a máscara desse o quê,
dessa realidade vazia e sem porquê!
Escamas realmente cegam quando buscam sempre
as mesmas alternativas,
mas entender a sutileza da vida
e lidar com problemas como adulto,
traz a leveza de uma criança de 4 ou 5 anos
que não se importa em acertar,
só vive.
Mas que tem por trás alguém para guiar.
Descobri há tempos, mas não quis entender,
mas agora não sei o quê mexeu que me fez lidar,
me fez crescer e mesmo não sendo aquela criança,
me sentir livre para ser feliz da maneira que eu souber.

quarta-feira, maio 04, 2011

Insanidade Alcançada

Tudo parece tão diferente, tão novo, tão crescente!
Enquanto o mundo desaba e eu nem vejo a hora passar..
o tempo tem parecido voar, a realidade tem sido sugada,
a verdade tão objetiva
e meus objetivos complexamente alcançados
que as vezes sinto medo de me sentir tão bem.
Inexplicavelmente vivo num mundo imaginário,
aonde os problemas existem mas não incomodam muito...
Seria possível? Seria real?
Acho que as palavras também não têm feito muito sentido,
estranho tantas embaralhadas palavras misturadas,
cuspidas ao mesmo tempo
por uma boca que não as comporta,
as palavras comportadas (chatas) ficam entaladas,
deixando passar somente atrocidades vorazes,
capazes de fazer rir ou chorar
de acordo com o estado de ânimo.
Amo sentir-me embriagada nessa confusão;
faz parecer que a razão não carece razão e
dá vazão aos esdrúxulos e desvairados
pensamentos guardados.


segunda-feira, fevereiro 14, 2011

alegria esquisofrênica

É parando para pensar assim num repente tão tardio,
que se faz notar a falta que faz e o vazio que gera.
A longinqua relação em seu atual status
contrapõe exitante todo passado.
Presente e passado, por vezes aparentemente tão emaranhados,
não são o que mais, senão o que são por seu nome dado,
toda a sucinta relação coincidente com qualquer relação passada,
foi hj emancipada, e,
repletas de liberdade duas formações livres
parecem ter correta engrenagem
numa máquina de funcionamento exato.
Não sei ir direto ao ponto quando preciso,
fico em nervos, mãos suadas, respiração ofegante e olhos mareados;
nada é mais excitante que a alegria do sorriso alheio.
Tenho aprendido a amar sorrisos,
por mais interessantes agora me parecerem.
Talvez essa não seja minha melhor forma escrita,
mas não consigo pensar mais
do que numa alegria incontrolável, entretanto; exitante.
Tenho a felicidade e a dor ao meu encalço,
não sei qual chega primeiro ao meu encontro,
mas sempre tenho temor pela segunda.
E toda felicidade é para tanto,
que para o ontem já não importa.
Sinto um ufanismo esquisofrênico,
baseado numa ex-melancôlia.
Não sei medir alegria,
mas creio que ela tenha me encontrado nesse instante.
A resposta é simples,
é como o passar dos cadarços nos tênis,
ou bordar uma toalha de mesa,
preparada laçada a laçada, ponto a ponto...
o tempo não proporciona as medidas,
mas evidencia os resultados de cada ponto evoluído...
Não sei ir de pronto ao ponto,
não sei se encontro ou não
um jeito certo e conformista,
ou se viro o mundo de ponta cabeça,
durante tempos e tempos tudo foi um quase,
mas de repente o quase virou vertente
e a hipótese virou verdade,
talvez eu só tenha tido medo de verdade tão repentina,
mas em meu organismo palpitações;
frequência cardíaca acelerada;
a boca seca.
E um sentimento novo,
completamente distinto me sacia.
Eu espero que não pare,
eu espero que não canse,
eu espero que não passe,
porque tudo que quero agora
é vagarosamente deixar o tempo passar,
não qualquer tempo,
porque o agora é distinto do utópico.
No tempo do agora não posso querer e,
se quiser, não posso realizar...
mas quero o tempo futuro nesse instante,
só pra saber que o presente não cansa
e não é delírio nem sonho,
apenas a união de sensibilidades
e sensações permanentes de alegrias plurais
vindo das mais distintas formas.

domingo, maio 02, 2010

Suposições irreais

Sinto-me desconfortável...
Canso-me de tentar sem sucesso algumas reações,
não é um ato físico que determna quem sou,
mas definitivamente ele retém o que posso ser.
Estou cansada de olhar e não ver nada além de um futuro incerto.
As pessoas banalizam algumas atitudes
e outras fazem de conta que nem as vêem.
Meu descontrole em determinadas áreas
me faz sentir desprotegida, acuada...
tímida para avançar.
Sinto muita falta de alguns olhares,
olhares e abraços que me faziam sentir
protegida e forte e eu nem notava
que faziam por serem tão naturais...
Não são nem minhas atitudes,
mas atitudes cotidianas de dias sempre iguais.
Cada gesto bobo me faz lembrar
do que foi um dia.
Cada gesto bobo me faz pensar
que outros dias podiam ser bem melhores
do que aqueles que já achava bons...
Pensamentos tolos permeiam sua mente,
devaneios, suposições e achismos influenciam
pensamentos irreais, mas o que poderia eu fazer?
Não sei o que pensar... não sei o que fazer... não mais.

sexta-feira, março 12, 2010

Infâmia.

Essa psicodelia regulada, tardia, encapsulada.
Esse nervosismo comedido, acometido de males.
Essa insatisfação repentina, dorida reprimida.
Os corpos são estigmatizados, estilizados,
faces esquemáticas de uma estabilidade incomum.
Inexistente saber do corpo, opróbrio torpe.
Tormento torto, de um arder sonolento, lento, lento...
Escárnio, uma repulsa tuberculo-inescrupulosa.
Ao vento tudo parece apodrecido,
mas no miolo quem sabe ainda haja vida?
O sangue jorra e feridas brotam.
Escaras abertas e purulentas
fazem o odioso tornar-se saudável.
Talvez na doença a cura, talvez na dor a satisfação.
Pensar de forma hipocondríaca
querendo proteger-se do que não existe.
Pensamentos nefastos rondam de forma sutil,
uma mente funérea imprópria para alegrias.
Um quebra cabeças, repleto de palavras sem sentido
monta-se e remonta-se nessa insensatez.
As peças articuláveis, as escalas confundíveis,
pasmos e nebulosos,
os escapes para o surreal.
No país das maravilhas, no fantástico,
no inexistente imerso no irreal,
plantas verdejantes brotam de uma criatividade infalível.
Famigerado consumismo de comunicações insolúveis.
Infâmia. Só o saber me faz plausível.
O querer não faz sentido e este me retém.
Sabedoria e mansidão, saudade e paciência.
Só o saber eterno pode tornar plausível
o que não o é a olhos nús.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Espero o agora...

Os sentimentos podem ser definidos pela amabilidade provocada?
Por coisas em comum?
Certo é que definitivamente não se tratam de afinidades.
Raras são as pessoas que não me cansam,
a essas quem cansa sou eu.
Minhas atividades neurais suportam falhas;
mas esperar uma ligação vazia não é aptidão,
informação desnecessária quando se espera que atenda.
Desilusões são para iludidos, assim como influências para influenciáveis,
não espero o que não faz sentido.
A demanda do racionalismo extremo é fato que estranhas sensações provocam.
Uma perda tardia, uma vontade retraída, uma lembrança remota...
Meu emocional age incodicionalmente, imperando a vontade de ser outro ser.
Pena não detém meu raciocínio,
me irrita essa pseudo-inquietação, essa preocupação tola.
Abstração da realidade. Uma figuração afável e uma satisfação amena.
Quero amainar meus conceitos,
mas esses padrões interpelam minhas noções de realidade.
Nada há que palavras já não digam, nem tão grande, nem tão inescrupuloso.
Tenho saudade do que a mente contorna e refaz,
mas tenho mais saudade de entender a mim sem me preocupar com o que há com quem me traz...
Sentimentos dançam sobre os ombros e os olhamos ora encantados, ora perturbados,
sensações bailando como balas explodindo no céu da boca, num colorido e luzes, utópicos demais para qualquer conexão que eu pudesse preencher...
Não sei o que vem depois, só espero o agora por mais um dia.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Verdade repartida, confidenciada...

Concupscências da carne, massacram o espírito,
rompem qualquer linha da memória.
O trabalho enobrece e o bom senso reina,
mas quando os corpos languidos desfalecem,
que razão usurpadora faz achar que há sentido em prosseguir?
Meus olhos vêem como os outros, mas meu coração vai além
e minha mente divaga projetando, simulando situações
que me afastem do real, da dor real,
das lágrimas e dos gritos que não dou...
Porque meus olhos não cessam em marear
quando já não é possível continuar?
Porque mentir pra si próprio, se não acredita no que prega?
Metas estabelecidas não foram cumpridas?
E daí? Não podemos cair em contradição...
o barco é levado pelas ondas até aonde?
Quando dois sexos não podem conjugar,
quando a amizade oposta não pode existir,
como explicar quando ela surge sem razão?
Flor fincada, repleta de espinhos,
perfurando a pele e despedaçando o simulacro...
A casca que dissolve-se ao prostar-se.
O Oco torna-se tranparência e a cada instante
pensamentos parecem realidade.
Mas parece tão mais fácil acreditar nas maldades
que a mente prega ao invés de deixar o coração levar mais uma vez...
Sombria sensação, o racional escurece e
o sentido desaparece com o tempo.
E porque maledicente sentimento não desaparece???
Sentido que aguça o cruel e o broquel não protege.
Condizente com a maldade não há melhor forma para agir.
Assopro, suspiro, respiro fundo, mas nada adianta,
e nada tem razão de ser...
Olhos mareados,
apertos infindáveis e 1 rubrosidade irritante q não se vai.
Chateação nefasta! Infeliz agonia!
Acho q é uma burrice patológica constante. Conflitante!
Eu aguento não sei mais quanto,
minhas verdades já não têm convicção.
Só uma Verdade me resta, só um Livro me alivia,
mas duas partes repartem minha verdade pessoal.
Eu quero crer nessas passagens:
ICO 13:4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
IJO 4:18 No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.
E fica a dúvida de quanto o verdadeiro amor existe entre os homens?
Confidências e confissões, verdades e dores...
humanos são naturalmente maus,
mas o amor supera qualquer obstáculo.
Eu quero essa verdade repartida,
apartada das dores mortais,
convalescença eterna, não deixa cicatrizar,
mas já são tantas cicatrizes que faz parecer
que essa dor não vai findar e esse machucado
vai prevalecer em ferida aberta, exposta sempre!
O cansaço me toma e já não o posso sobrepor...
sou só uma peça de um quebra-cabeças muito maior,
mas não sou chave da solução de nada e cada vez mais
me forço a parecer importante, mas me vejo cada vez menos,
como peça chave.

sexta-feira, setembro 25, 2009

Mentiras que o mundo conta...

Que o mundo acabe!
Que o barranco desabe,
que todas as desavenças se dêem,
que todo ódio culmine em guerra,
que toda a fé termine em sangue,
que todo receio se torne mágoa!
Quero que toda a devassidão se instale,
que toda perversidade se anule em questionar,
que todo labirinto deixe o errado resultar.
As opções, as escolhas, os planos; deixa o inimigo tramar.
Sente o frio na espinha, o gelo na barriga, mas insiste em refutar.
Sandio, saindo intacto, profícuo do que não há...
verbos calando fatos, verdades que não se vêem.
Quero que a lascívia habite,
quero ouvir o mentiroso recitar.
Marcas ditas, ditadas, repetidas.
Quem pode reclamar?
Quando seguimos essa cartilha,
nem podemos mudar os ditados,
nem enxergar os erros,
a menos que queiramos mudar.
Mentiras então não serão atos impensados.
Serão consciências funéreas de um indivíduo que não quer mais ser.
Verdades desconhecidas, nas bocas dos tolos,
calam aos que suscitam em desespero.
Rodeia-nos com uma brutalidade abrupta e tenta nos corromper.
Tenho tédio, tenho raiva, mas já não tenho mais medo.
Não, não sou um super herói (ou heroína),
Não me alucina as verdades que destroem.
Por isso não tenho mais medo.
O mundo conta mentiras, mas vou contar um segredo:
o mundo que mente não é o mundo ao qual pertenço.
E, desse mundinho infame quero repulsa e distância,
embora mergulhe a fundo por vezes
pra tentar drenar a água em pontos específicos.
Pra tentar puxar aqueles que não querem as travas.
Pr'aqueles que querem enxergar que essas "verdades" não valem.
Pra esses tenho outro porvir, outro sustento.
Não eu, pois não aguento, mas o lamento dos que clamam
súplicas inexoráveis, sem perdão.
E, buscam viéses de uma conexão exata.
À esses indico a razão rara da incompreensão: Fé!
E essa verdade vale. O resto são só...
... mentiras que o mundo conta!

quinta-feira, setembro 24, 2009

Depois da tempestade a calmaria

A vontade de rir,
o medo de ir, o receio de olhar,
as surpresas e os hábitos.
As novidades e coisas comuns.
Me sinto boba hoje!
Mas livre como há tempos não sentia...
Numa impetuosidade de loucura saudável.
Um furor me torna a face rubra e
a leveza de saber que entendi o tempo...
Esse velho louco que vive pregando peças.
E é tão simples entendê-lo!
Como o cisco não deixava ver a trave.
Caiu a trave e saiu o cisco.
Ficou o anseio pelo porvir e o receio de não buscar certo!
Sou, estou, busco.
A mais pura razão de existir.
E sorrio como não lembrava sorrir,
durante longo período...
Males por vezes fazem bem, eu espero.
Porque sei que de onde vem só pode ser o melhor...
e me tranquilizo.
Não busco mais certas coisas,
encontrei nas raízes fincadas a terra
toda nutrição que preciso e a dor já não me consome.
Resta um rosto amainado e paz. Obrigado!

quarta-feira, setembro 23, 2009

O que ficou pra trás... PASSOU!

Embargada eh como permaneço.
Esqueço do instinto, extinto,
esqueço.
Tudo travado, luta sorrateiramente, perdida.
Desisti de sonhar,
meus sonhos ficaram encavalados no passado
com as besteiras que escavei.
Cavuquei os entornos, que jornada impensada!
Novos sonhos virão, mas aprendi a deixar o passado aonde está.
Ainda mais, quando ele machuca tanto...
quando se tenta voltar.
Não quero mais lembrar do que passou.
Sinto raiva do néscio que se tornou. Opróbrio de si próprio.
Que triste! Que triste!
Desmistificado o sonho tornou-se mágoa!
Marca sem volta! Ignóbil! Imbecil!
Falta a realidade fria pra saber o que é mau?
Ou sobra ignorância?
Avesso de sentimento, avesso de sentimento!
Natureza surda e insensatez torpe!
Marcas não mudam, mas Aquele pode!
Pode apagar, pode fazer melhorar o que era bom e tornou-se mau.
Passou-me uma brisa e me fez entender que
mais que olhar pra trás, olhar adiante é o que move
os caminhos para a direção certa...

segunda-feira, agosto 24, 2009

Medo da impotência, luminescência sonhada.

O que acontece com batimentos desconexos ao restante do corpo?
fraudulentos os instintos entorpecem a racionalidade,
banalidade tão singela que confunde o aldeão.
Dentre os feudos a ausência de escolha,
por entre os ossos, articulações falhas.
Aonde andam os músculos, agindo desvairadamente?
orgãos, veias, artérias...
jorram, brotam, minam...
como uma bomba relógio, disparam.
Sangue, refluxo, bombeamento acelerado.
Palpitaçõessssssssss
Ufa!
Sonhos não voam, saltam e machucam.
Espancam nossos corpos languidos.
Indefesos corpos. Que não se podem despertar.
E, impotentes respondem com desespero,
e surpresa, e medo...

sábado, agosto 22, 2009

Porfiar e perder

Lúgubre,
fúnebre fuga da insatisfação.
Aquieta a sobriedade inata.
Inquietante tormenta nefasta.
Sobreveio sobre as cortinas a luz,
da escuridão os tropeços de um caminho.
Arremedo de situação mal consumada.
Quão insustentável é a leveza do sentido?
Parece não haver rancor, mas há.
Parece não haver dor, mas dói.
Parece não padecer desse saudosismo inútil... mas padece.
A futilidade se estabelece no limite. Limitrófe, fim de linha.
Acontece.
Retomada a sensatez, rios me saem dos olhos,
entoam clamores desnecessários...
Erros, acertos, tudo tão tênue na linha da perdição.
Clamores não são necessários? Qual perfídia destina tal ação?
Só Deus ouvirá essa prece. Cabe ao Pai julgar.
Só Ele perdoará meus desconsertos. Qual mortal é menos pecador?
Não se medem os pecados, não há distinção neles... pecado é pecado. E ponto.
O olhar condena, a língua mata. Ações celebram desavenças,
e o mais?
Sobram as rebarbas porfiadas de uma batalha perdida.
E a misecórdia nascida de mais um alvorecer.
Aurora traz a rubrosidade impercebida,
a alva manhã mal resolvida, numa solução que não nos cabe.
Impercepção da solução, num resolver sem nossas mãos.
Influências desfeitas, acusações insuspeitas, futricar fatigante
de firulas maldizentes.
Solstício insólito de razão?
Onde andará a plenitude?
Por qual razão oras contemplo, oras não?
Desafeto. Decepção. Razão mal resolvida de um adeus não dito.
Porfiar e perder. Eis o lema do que se esconde.

sexta-feira, agosto 21, 2009

Verdades que o tempo fala...

Sopro ressoa, oco recorrente,
repetição do agouro,
estouro, turbilhão.
Alfinetes furam sem sangrar,
pois já não permitem que o buraco permaneça...
no entanto, quando a ponta é retirada
e o escárnio consumado,
jorra vida. Pois a morte não habita.
Semente derrubada sobre o solo,
cresce sem opção, a menos que dele seja arrancada.
Tira o alfinete e arranca a semente ruim.
Espeta novamente pra ver o que sai de bom...
Banquete, âmago, amargo,
absinto, humor extinto, inexorável,
imensurável fluidez. Inegualável fruição,
o talvez já não basta, o será,
já não existe. O nada é o mais plausível.
Agora, o tempo pára.

terça-feira, agosto 18, 2009

Um distúrbio

A compulsão reflete a escala de insuficiência neural.
Os ossos retribuem como insignia ao peso dado em prêmio,
tão vãos são os reflexos quanto a obsessão.
Tão insoluto é o compulsivo quanto o azeite em água,
é a resultante dessa inequação.
Não se pode proteger ao que não possui,
não se pode esconder em segurança.
Nada há que faça o anátema que não seja néscio.
Fixação, corrente, torrente impetuosa.
Sóbrio resgate do insensato, são e aprazível vigiado.
Sangue, vertente incomum,
sangue, rubro flutuante
Fuga sensata do inexorável.
Palavras... não resolvem nada.

sexta-feira, agosto 07, 2009

Vida Besta!!!

Quando chegamos ao limite da tolerância?
Quando sabemos a hora do fim?
Como pressupor tudo o que incomoda?
O caos traz a essência do início,
o vislumbre da intenção,
anda por onde a ordem desanda!
Chega de resquícios para mim!
Chega de porques mal resolvidos,
a hora finda mais uma vez e eu torno a repensar.
Medooooooooo!!!!
Tenho medo de errar;
medo de regredir,
ou progredir demais sob certos aspectos.
Tenho um instinto falho e um tanto néscio,
umas vontades torpes, e me nego.
Me nego a adiantar as faltas,
me nego em prolongar as aflições,
me nego ao buscar as negações;
mas me nego por fim a ser a mesma de ontem!
O dia nasceu. E sorriu! Palmas ele nasce outra vez!!!
Ainda que estejamos enclausurados em nosso complexo interior,
ainda que possamos não refletir nossos anseios,
ainda que nos reprogramemos em todos os momentos,
o cálculo sempre sai errado no que tange ao entendimento.
Não há equação matemática que resolva a vida!
E aí digo: Eta vida bestaaaaaaaa meu Deus!!!

segunda-feira, junho 08, 2009

Onde estão os sonhos?

Sou uma menina boba e cheia de sonhos.
Mas espere! Já não sou tão menina, e nem tão boba...
Então porque os sonhos continuam alí?
Guardadinhos nos cantos e nos propósitos egoístas que insisti em manter?
Minhas vontades não são minhas e o que qro não tenho,
aonde ficam os sonhos nessa razão louca então?
Voando como o título do blog? Perdidos numa atônita compreensão vazia?
Nem sei o que querer, nem o que sonhar,
pq já não quero depender em nada de mim...
Mas não quer dizer que não possa fazer nada,
afinal, agir é algo vital, mas o que fazer, e segundo os meus moldes
Ah... isso não quero querer...