sexta-feira, setembro 25, 2009

Mentiras que o mundo conta...

Que o mundo acabe!
Que o barranco desabe,
que todas as desavenças se dêem,
que todo ódio culmine em guerra,
que toda a fé termine em sangue,
que todo receio se torne mágoa!
Quero que toda a devassidão se instale,
que toda perversidade se anule em questionar,
que todo labirinto deixe o errado resultar.
As opções, as escolhas, os planos; deixa o inimigo tramar.
Sente o frio na espinha, o gelo na barriga, mas insiste em refutar.
Sandio, saindo intacto, profícuo do que não há...
verbos calando fatos, verdades que não se vêem.
Quero que a lascívia habite,
quero ouvir o mentiroso recitar.
Marcas ditas, ditadas, repetidas.
Quem pode reclamar?
Quando seguimos essa cartilha,
nem podemos mudar os ditados,
nem enxergar os erros,
a menos que queiramos mudar.
Mentiras então não serão atos impensados.
Serão consciências funéreas de um indivíduo que não quer mais ser.
Verdades desconhecidas, nas bocas dos tolos,
calam aos que suscitam em desespero.
Rodeia-nos com uma brutalidade abrupta e tenta nos corromper.
Tenho tédio, tenho raiva, mas já não tenho mais medo.
Não, não sou um super herói (ou heroína),
Não me alucina as verdades que destroem.
Por isso não tenho mais medo.
O mundo conta mentiras, mas vou contar um segredo:
o mundo que mente não é o mundo ao qual pertenço.
E, desse mundinho infame quero repulsa e distância,
embora mergulhe a fundo por vezes
pra tentar drenar a água em pontos específicos.
Pra tentar puxar aqueles que não querem as travas.
Pr'aqueles que querem enxergar que essas "verdades" não valem.
Pra esses tenho outro porvir, outro sustento.
Não eu, pois não aguento, mas o lamento dos que clamam
súplicas inexoráveis, sem perdão.
E, buscam viéses de uma conexão exata.
À esses indico a razão rara da incompreensão: Fé!
E essa verdade vale. O resto são só...
... mentiras que o mundo conta!

quinta-feira, setembro 24, 2009

Depois da tempestade a calmaria

A vontade de rir,
o medo de ir, o receio de olhar,
as surpresas e os hábitos.
As novidades e coisas comuns.
Me sinto boba hoje!
Mas livre como há tempos não sentia...
Numa impetuosidade de loucura saudável.
Um furor me torna a face rubra e
a leveza de saber que entendi o tempo...
Esse velho louco que vive pregando peças.
E é tão simples entendê-lo!
Como o cisco não deixava ver a trave.
Caiu a trave e saiu o cisco.
Ficou o anseio pelo porvir e o receio de não buscar certo!
Sou, estou, busco.
A mais pura razão de existir.
E sorrio como não lembrava sorrir,
durante longo período...
Males por vezes fazem bem, eu espero.
Porque sei que de onde vem só pode ser o melhor...
e me tranquilizo.
Não busco mais certas coisas,
encontrei nas raízes fincadas a terra
toda nutrição que preciso e a dor já não me consome.
Resta um rosto amainado e paz. Obrigado!

quarta-feira, setembro 23, 2009

O que ficou pra trás... PASSOU!

Embargada eh como permaneço.
Esqueço do instinto, extinto,
esqueço.
Tudo travado, luta sorrateiramente, perdida.
Desisti de sonhar,
meus sonhos ficaram encavalados no passado
com as besteiras que escavei.
Cavuquei os entornos, que jornada impensada!
Novos sonhos virão, mas aprendi a deixar o passado aonde está.
Ainda mais, quando ele machuca tanto...
quando se tenta voltar.
Não quero mais lembrar do que passou.
Sinto raiva do néscio que se tornou. Opróbrio de si próprio.
Que triste! Que triste!
Desmistificado o sonho tornou-se mágoa!
Marca sem volta! Ignóbil! Imbecil!
Falta a realidade fria pra saber o que é mau?
Ou sobra ignorância?
Avesso de sentimento, avesso de sentimento!
Natureza surda e insensatez torpe!
Marcas não mudam, mas Aquele pode!
Pode apagar, pode fazer melhorar o que era bom e tornou-se mau.
Passou-me uma brisa e me fez entender que
mais que olhar pra trás, olhar adiante é o que move
os caminhos para a direção certa...

segunda-feira, agosto 24, 2009

Medo da impotência, luminescência sonhada.

O que acontece com batimentos desconexos ao restante do corpo?
fraudulentos os instintos entorpecem a racionalidade,
banalidade tão singela que confunde o aldeão.
Dentre os feudos a ausência de escolha,
por entre os ossos, articulações falhas.
Aonde andam os músculos, agindo desvairadamente?
orgãos, veias, artérias...
jorram, brotam, minam...
como uma bomba relógio, disparam.
Sangue, refluxo, bombeamento acelerado.
Palpitaçõessssssssss
Ufa!
Sonhos não voam, saltam e machucam.
Espancam nossos corpos languidos.
Indefesos corpos. Que não se podem despertar.
E, impotentes respondem com desespero,
e surpresa, e medo...

sábado, agosto 22, 2009

Porfiar e perder

Lúgubre,
fúnebre fuga da insatisfação.
Aquieta a sobriedade inata.
Inquietante tormenta nefasta.
Sobreveio sobre as cortinas a luz,
da escuridão os tropeços de um caminho.
Arremedo de situação mal consumada.
Quão insustentável é a leveza do sentido?
Parece não haver rancor, mas há.
Parece não haver dor, mas dói.
Parece não padecer desse saudosismo inútil... mas padece.
A futilidade se estabelece no limite. Limitrófe, fim de linha.
Acontece.
Retomada a sensatez, rios me saem dos olhos,
entoam clamores desnecessários...
Erros, acertos, tudo tão tênue na linha da perdição.
Clamores não são necessários? Qual perfídia destina tal ação?
Só Deus ouvirá essa prece. Cabe ao Pai julgar.
Só Ele perdoará meus desconsertos. Qual mortal é menos pecador?
Não se medem os pecados, não há distinção neles... pecado é pecado. E ponto.
O olhar condena, a língua mata. Ações celebram desavenças,
e o mais?
Sobram as rebarbas porfiadas de uma batalha perdida.
E a misecórdia nascida de mais um alvorecer.
Aurora traz a rubrosidade impercebida,
a alva manhã mal resolvida, numa solução que não nos cabe.
Impercepção da solução, num resolver sem nossas mãos.
Influências desfeitas, acusações insuspeitas, futricar fatigante
de firulas maldizentes.
Solstício insólito de razão?
Onde andará a plenitude?
Por qual razão oras contemplo, oras não?
Desafeto. Decepção. Razão mal resolvida de um adeus não dito.
Porfiar e perder. Eis o lema do que se esconde.