quarta-feira, novembro 30, 2005

Insensatez (letra de música)
Vinicius de Moraes / Tom Jobim

Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi tão fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado
Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonadoVai, porque quem não pede perdão
Não e nunca perdoado
Soneto da Separação
Vinicius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto
Silêncioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Raiva de tudo, do mundo todo e de certas pessoas que ficam desconfiando sem dar em troca um sentimento oferecido.
Devolva-me minhas vestes. Elas estão caídas pelo chão, percorro nua pelas margens da solidão. Ouço vozes que me enlouquecem e torturas que meu corpo não esquece.
Acho que o fim antes do início seria utópico demais, mas o fim de nada é ainda pior...
Estou cansada dessas desconfianças doloridas, dessas dores tão sentidas e dessas mágoas mantidas... sempre.
Não acabam, não escoam... Não findam... só tardam e atrasam minha vida e meu entendimento...
Que sentimentos imbecis esses que me tomam. Quero alcançar ao menos uma vez a sensatez... Como agir? Como agir? Como?
Não sei mais nada, não quero mais nada. Chega de tudooooooooooooooooo!!!
Droga de vida.

Pronto essa felicidade falha já escoou de novo.
A insanidade percorre nossos corpos e permeia o impermeável. Vem sugando nossas forças e nossa coerência e deixando para trás rastros de tudo que sucedeu.
Meu corpo esconde segredos e minha boca cala. Meu socorro, meus devaneios a esmo, intercalando verdade e alucinação.
A contradição resvala. A sobriedade escorre pelos dedos e nos erros temos nossos consertos e nos concertos nossos acertos.
Desconsertado de tudo, dessa valia insana amainada pela soberania. Quero ser, estar, saber...
E mais... nada.
E no nada toda a inconstância de todas as informações.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Todos os dias nos pregam peças... eles amanhecem e já vão nos enganando... o tempo nos engana, enquanto a alegria nos distrai. O sono nos transtorna e a irrealidade nos atrai....
Somos relativamente burros, sob essa óptica. A verdade relevante vai emoldurando nossas atitudes, cada traço pintando um quadro no papel e cada novidade alegrando novamente nosso dia... Ontem tive um bom dia, uma ótima noite e excelentes sonhos...
Estava com meus amigos, tive uma experiência que a tempos não tinha com meu maravilhoso PAI, depois fomos pra casa e pedimos pizzas... demos mtas risadas e comemos mto, mto!!! E depois mto sorvete!!! Uma festa... Onde ingênua e desprendidamente me recupero de atos falhos... corrompidos pelo dia-a-dia... na falta de um sábio entendimento...
Mas afinal os loucos não são sábios e os sábios não são loucos?
Vou aprendendo a cada dia a não entristecer ninguém e é tudo o que eu quero... Fazer o bem, alegrar a todos e poder ser exemplo... Um dia chego lá... Já cheguei até aqui... (hão de concordar q é uma mudança e tanto de estilo de vida e de modo de pensar...)