quinta-feira, agosto 03, 2006

Por que a razão não faz sentido?
Enquanto escrevo suplico
que se finde esse suplício
Desajeitada tento imendar a razão
sem sucesso
continuo a projetar o indevido
e proclamar a inexatidão
Questiono em mim cada sussurrar
e em cada suspirar me indago.
Razão indesejada que não se afasta
e que em verdade não quero que se afaste
escrevo meus segredos,
descrevendo minhas aflições,
repelindo meus desejos,
resgatando lembranças.
Troco sonhos por beijos
como quem troca figurinhas
coleciono incertezas
e colo todas no álbum do desconhecido,
do inesperado e impróprio, inquestionável
busco tudo e nada alcanço
e no insucesso da incapacidade de extrair
retenho com muita força
e desprovida de medo e desmedida me dôo.
Não alcanço o infinito e não o busco,
talvez queira somente o impossível ou improvável.
Cabe a ti dizer o destino de tão vãs palavras.
nnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn...
nada, nada, nada mesmo que faça sentido!!!

segunda-feira, abril 10, 2006

Não sabemos aonde vamos, nossos pés sozinhos flutuam em uma direção qualquer, tudo é um erro e concomitantemente tudo é acerto. É um paralelo tênue traçado e deturpado por idéias banalizadas do que tem ou não razão de ser.
Nossos sentimentos flagelados, afoitos rumam numa busca desenfreada e se perdem em braços alheios. Simultânea ao prazer vem a discórdia e muitos desafetos. A razão sempre se esconde vergonhosamente quando não encontramos direção e nossos corpos solícitos devaneiam.
Acordo entre as flores quando durmo em meio as trevas, outra vez a invejável tolerância se distancia e outrora quando durmia entre trevas e tremores convenientemente acordava entre flores.
Os prazeres deste mundo são vãos e em verdade, voluptuosidade, uma satisfatória e momentânea voluptuosidade.
Voam pensamentos. Voem, não cabe mais expressá-los aqui. Toda carne exala medo, toda caçada transpira e toda caça aquieta. A inatividade de algumas operações "X"sexuais, sensuais e outros ais quaisquer.
O tempo e o desejo corrompem o medo e rompem suas barreiras. Cai a vergonha e a força, fica somente o deleite. E o momento que finda.