segunda-feira, agosto 24, 2009

Medo da impotência, luminescência sonhada.

O que acontece com batimentos desconexos ao restante do corpo?
fraudulentos os instintos entorpecem a racionalidade,
banalidade tão singela que confunde o aldeão.
Dentre os feudos a ausência de escolha,
por entre os ossos, articulações falhas.
Aonde andam os músculos, agindo desvairadamente?
orgãos, veias, artérias...
jorram, brotam, minam...
como uma bomba relógio, disparam.
Sangue, refluxo, bombeamento acelerado.
Palpitaçõessssssssss
Ufa!
Sonhos não voam, saltam e machucam.
Espancam nossos corpos languidos.
Indefesos corpos. Que não se podem despertar.
E, impotentes respondem com desespero,
e surpresa, e medo...

sábado, agosto 22, 2009

Porfiar e perder

Lúgubre,
fúnebre fuga da insatisfação.
Aquieta a sobriedade inata.
Inquietante tormenta nefasta.
Sobreveio sobre as cortinas a luz,
da escuridão os tropeços de um caminho.
Arremedo de situação mal consumada.
Quão insustentável é a leveza do sentido?
Parece não haver rancor, mas há.
Parece não haver dor, mas dói.
Parece não padecer desse saudosismo inútil... mas padece.
A futilidade se estabelece no limite. Limitrófe, fim de linha.
Acontece.
Retomada a sensatez, rios me saem dos olhos,
entoam clamores desnecessários...
Erros, acertos, tudo tão tênue na linha da perdição.
Clamores não são necessários? Qual perfídia destina tal ação?
Só Deus ouvirá essa prece. Cabe ao Pai julgar.
Só Ele perdoará meus desconsertos. Qual mortal é menos pecador?
Não se medem os pecados, não há distinção neles... pecado é pecado. E ponto.
O olhar condena, a língua mata. Ações celebram desavenças,
e o mais?
Sobram as rebarbas porfiadas de uma batalha perdida.
E a misecórdia nascida de mais um alvorecer.
Aurora traz a rubrosidade impercebida,
a alva manhã mal resolvida, numa solução que não nos cabe.
Impercepção da solução, num resolver sem nossas mãos.
Influências desfeitas, acusações insuspeitas, futricar fatigante
de firulas maldizentes.
Solstício insólito de razão?
Onde andará a plenitude?
Por qual razão oras contemplo, oras não?
Desafeto. Decepção. Razão mal resolvida de um adeus não dito.
Porfiar e perder. Eis o lema do que se esconde.

sexta-feira, agosto 21, 2009

Verdades que o tempo fala...

Sopro ressoa, oco recorrente,
repetição do agouro,
estouro, turbilhão.
Alfinetes furam sem sangrar,
pois já não permitem que o buraco permaneça...
no entanto, quando a ponta é retirada
e o escárnio consumado,
jorra vida. Pois a morte não habita.
Semente derrubada sobre o solo,
cresce sem opção, a menos que dele seja arrancada.
Tira o alfinete e arranca a semente ruim.
Espeta novamente pra ver o que sai de bom...
Banquete, âmago, amargo,
absinto, humor extinto, inexorável,
imensurável fluidez. Inegualável fruição,
o talvez já não basta, o será,
já não existe. O nada é o mais plausível.
Agora, o tempo pára.

terça-feira, agosto 18, 2009

Um distúrbio

A compulsão reflete a escala de insuficiência neural.
Os ossos retribuem como insignia ao peso dado em prêmio,
tão vãos são os reflexos quanto a obsessão.
Tão insoluto é o compulsivo quanto o azeite em água,
é a resultante dessa inequação.
Não se pode proteger ao que não possui,
não se pode esconder em segurança.
Nada há que faça o anátema que não seja néscio.
Fixação, corrente, torrente impetuosa.
Sóbrio resgate do insensato, são e aprazível vigiado.
Sangue, vertente incomum,
sangue, rubro flutuante
Fuga sensata do inexorável.
Palavras... não resolvem nada.

sexta-feira, agosto 07, 2009

Vida Besta!!!

Quando chegamos ao limite da tolerância?
Quando sabemos a hora do fim?
Como pressupor tudo o que incomoda?
O caos traz a essência do início,
o vislumbre da intenção,
anda por onde a ordem desanda!
Chega de resquícios para mim!
Chega de porques mal resolvidos,
a hora finda mais uma vez e eu torno a repensar.
Medooooooooo!!!!
Tenho medo de errar;
medo de regredir,
ou progredir demais sob certos aspectos.
Tenho um instinto falho e um tanto néscio,
umas vontades torpes, e me nego.
Me nego a adiantar as faltas,
me nego em prolongar as aflições,
me nego ao buscar as negações;
mas me nego por fim a ser a mesma de ontem!
O dia nasceu. E sorriu! Palmas ele nasce outra vez!!!
Ainda que estejamos enclausurados em nosso complexo interior,
ainda que possamos não refletir nossos anseios,
ainda que nos reprogramemos em todos os momentos,
o cálculo sempre sai errado no que tange ao entendimento.
Não há equação matemática que resolva a vida!
E aí digo: Eta vida bestaaaaaaaa meu Deus!!!