domingo, maio 02, 2010

Suposições irreais

Sinto-me desconfortável...
Canso-me de tentar sem sucesso algumas reações,
não é um ato físico que determna quem sou,
mas definitivamente ele retém o que posso ser.
Estou cansada de olhar e não ver nada além de um futuro incerto.
As pessoas banalizam algumas atitudes
e outras fazem de conta que nem as vêem.
Meu descontrole em determinadas áreas
me faz sentir desprotegida, acuada...
tímida para avançar.
Sinto muita falta de alguns olhares,
olhares e abraços que me faziam sentir
protegida e forte e eu nem notava
que faziam por serem tão naturais...
Não são nem minhas atitudes,
mas atitudes cotidianas de dias sempre iguais.
Cada gesto bobo me faz lembrar
do que foi um dia.
Cada gesto bobo me faz pensar
que outros dias podiam ser bem melhores
do que aqueles que já achava bons...
Pensamentos tolos permeiam sua mente,
devaneios, suposições e achismos influenciam
pensamentos irreais, mas o que poderia eu fazer?
Não sei o que pensar... não sei o que fazer... não mais.

sexta-feira, março 12, 2010

Infâmia.

Essa psicodelia regulada, tardia, encapsulada.
Esse nervosismo comedido, acometido de males.
Essa insatisfação repentina, dorida reprimida.
Os corpos são estigmatizados, estilizados,
faces esquemáticas de uma estabilidade incomum.
Inexistente saber do corpo, opróbrio torpe.
Tormento torto, de um arder sonolento, lento, lento...
Escárnio, uma repulsa tuberculo-inescrupulosa.
Ao vento tudo parece apodrecido,
mas no miolo quem sabe ainda haja vida?
O sangue jorra e feridas brotam.
Escaras abertas e purulentas
fazem o odioso tornar-se saudável.
Talvez na doença a cura, talvez na dor a satisfação.
Pensar de forma hipocondríaca
querendo proteger-se do que não existe.
Pensamentos nefastos rondam de forma sutil,
uma mente funérea imprópria para alegrias.
Um quebra cabeças, repleto de palavras sem sentido
monta-se e remonta-se nessa insensatez.
As peças articuláveis, as escalas confundíveis,
pasmos e nebulosos,
os escapes para o surreal.
No país das maravilhas, no fantástico,
no inexistente imerso no irreal,
plantas verdejantes brotam de uma criatividade infalível.
Famigerado consumismo de comunicações insolúveis.
Infâmia. Só o saber me faz plausível.
O querer não faz sentido e este me retém.
Sabedoria e mansidão, saudade e paciência.
Só o saber eterno pode tornar plausível
o que não o é a olhos nús.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Espero o agora...

Os sentimentos podem ser definidos pela amabilidade provocada?
Por coisas em comum?
Certo é que definitivamente não se tratam de afinidades.
Raras são as pessoas que não me cansam,
a essas quem cansa sou eu.
Minhas atividades neurais suportam falhas;
mas esperar uma ligação vazia não é aptidão,
informação desnecessária quando se espera que atenda.
Desilusões são para iludidos, assim como influências para influenciáveis,
não espero o que não faz sentido.
A demanda do racionalismo extremo é fato que estranhas sensações provocam.
Uma perda tardia, uma vontade retraída, uma lembrança remota...
Meu emocional age incodicionalmente, imperando a vontade de ser outro ser.
Pena não detém meu raciocínio,
me irrita essa pseudo-inquietação, essa preocupação tola.
Abstração da realidade. Uma figuração afável e uma satisfação amena.
Quero amainar meus conceitos,
mas esses padrões interpelam minhas noções de realidade.
Nada há que palavras já não digam, nem tão grande, nem tão inescrupuloso.
Tenho saudade do que a mente contorna e refaz,
mas tenho mais saudade de entender a mim sem me preocupar com o que há com quem me traz...
Sentimentos dançam sobre os ombros e os olhamos ora encantados, ora perturbados,
sensações bailando como balas explodindo no céu da boca, num colorido e luzes, utópicos demais para qualquer conexão que eu pudesse preencher...
Não sei o que vem depois, só espero o agora por mais um dia.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Verdade repartida, confidenciada...

Concupscências da carne, massacram o espírito,
rompem qualquer linha da memória.
O trabalho enobrece e o bom senso reina,
mas quando os corpos languidos desfalecem,
que razão usurpadora faz achar que há sentido em prosseguir?
Meus olhos vêem como os outros, mas meu coração vai além
e minha mente divaga projetando, simulando situações
que me afastem do real, da dor real,
das lágrimas e dos gritos que não dou...
Porque meus olhos não cessam em marear
quando já não é possível continuar?
Porque mentir pra si próprio, se não acredita no que prega?
Metas estabelecidas não foram cumpridas?
E daí? Não podemos cair em contradição...
o barco é levado pelas ondas até aonde?
Quando dois sexos não podem conjugar,
quando a amizade oposta não pode existir,
como explicar quando ela surge sem razão?
Flor fincada, repleta de espinhos,
perfurando a pele e despedaçando o simulacro...
A casca que dissolve-se ao prostar-se.
O Oco torna-se tranparência e a cada instante
pensamentos parecem realidade.
Mas parece tão mais fácil acreditar nas maldades
que a mente prega ao invés de deixar o coração levar mais uma vez...
Sombria sensação, o racional escurece e
o sentido desaparece com o tempo.
E porque maledicente sentimento não desaparece???
Sentido que aguça o cruel e o broquel não protege.
Condizente com a maldade não há melhor forma para agir.
Assopro, suspiro, respiro fundo, mas nada adianta,
e nada tem razão de ser...
Olhos mareados,
apertos infindáveis e 1 rubrosidade irritante q não se vai.
Chateação nefasta! Infeliz agonia!
Acho q é uma burrice patológica constante. Conflitante!
Eu aguento não sei mais quanto,
minhas verdades já não têm convicção.
Só uma Verdade me resta, só um Livro me alivia,
mas duas partes repartem minha verdade pessoal.
Eu quero crer nessas passagens:
ICO 13:4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
IJO 4:18 No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.
E fica a dúvida de quanto o verdadeiro amor existe entre os homens?
Confidências e confissões, verdades e dores...
humanos são naturalmente maus,
mas o amor supera qualquer obstáculo.
Eu quero essa verdade repartida,
apartada das dores mortais,
convalescença eterna, não deixa cicatrizar,
mas já são tantas cicatrizes que faz parecer
que essa dor não vai findar e esse machucado
vai prevalecer em ferida aberta, exposta sempre!
O cansaço me toma e já não o posso sobrepor...
sou só uma peça de um quebra-cabeças muito maior,
mas não sou chave da solução de nada e cada vez mais
me forço a parecer importante, mas me vejo cada vez menos,
como peça chave.