sábado, agosto 27, 2011

Esqueço tudo e recomeço quando te encontro

Aprendi com as brigas que fazer as pazes é a melhor parte de um relacionamento, mas que brigar muito desgasta até o melhor dele e
mais que isso, tenho aprendido com algum sofrimento que maior alegria se tem quando quem amamos está ao lado.
Quando te vejo está tudo bem, tudo de ruim desaparece e a vida recomeça.
É como um fluxo, viciante e vicioso que num ciclo contínuo e infindável alucina e aglomera.
Palavras perdidas me perdem no tempo,
me fazem perder a razão e o sustento, me distanciam da veracidade das intenções e intencionalmente fundem razão e sentimentos se confundem.
Soltas ao vento elas destoam das reais intenções dos meus sentidos e os entorpece.
Fico inebriada de inexatidão com rompantes perturbados.
Quero ser a razão de sorrisos teus,
que o teu acordar seja mais feliz com minha presença,
que tua razão me compreenda e eu compreenda a ti e nessa condição mútua, completemo-nos.
Pode ser difícil, mas não se trata de uma utopia condicionada a uma realidade impossível.
Ver e ter você ao meu lado faz tudo ficar melhor.
Faz a rotina mudar de cara e a alegria aparecer com rompantes de euforia em demasia.
Quero tudo e quanto muito pode ser. Quero a alegria da vida em dias desiguais... CONTIGO.
Aprender a pedalar nessa ciclovia de aros tortos com palavras que careçam de atenção.
Tenho tantos sonhos e percebo com a distância que sem você eles não estão completos.
Declaro lei, condição de cumprimento, artigo e vontade de tudo o que há, que as palavras são vazias, desvairadas e completamente fora de prumo quando estão em desarmonia com as que vêm de você.
Pensar em te perder, me faz pensar em querer fazer disso um recomeço, porque não me enxergo distante desses olhinhos pidões, desses lábios que produzem o desejo de beijos infindáveis e um sorriso lindo, desse rosto único, mestiço de cores e origens, num tudo que me faz querer muito ficar mais perto. Dos braços que me acolhem e me fazem protegida, da paciência que se refaz constantemente após minhas imprudências, das palavras doces e da atenção que dá ao que pode e quando pode "E de te amar assim, muito e amiúde. É que um dia em teu corpo de repente. Hei de morrer de amar mais do que pude."
Aprendo como amiga e como amante o quão importante é sua vida junta a minha buscando caminhos semelhantes. Porque esqueço sempre tudo e recomeço quando te re-encontro.

quarta-feira, maio 25, 2011

Um que de não sei o quê

Parece tudo tão engraçado,
de repente se forma uma crosta, uma camada espessa,
de repente tudo se dissolve facilmente,
de repente o passado parece desaparecer... tão de repente!
Para cada tempestade a brisa leve e o sol na manhnã seguinte.
Nada é pra sempre se o tempo que durar for o bastante,
se basta para aprender,
se basta para crescer,
se ensina a estimular,
se mostra o caminho a seguir,
se nos fazer entender como é que se deve ver e viver,
por tudo que se acredita...
Criar ideiais faz bem, mas não traz os problemas
que a realidade pode acrescentar tão sorrateiramente.
Utopia é tender a achar que pode entender o mundo,
sem perceber que não se vive a realidade
nem na própria concepção.
Ilusão descabida de perfeição!
Tudo parece tão bonito sem a máscara desse o quê,
dessa realidade vazia e sem porquê!
Escamas realmente cegam quando buscam sempre
as mesmas alternativas,
mas entender a sutileza da vida
e lidar com problemas como adulto,
traz a leveza de uma criança de 4 ou 5 anos
que não se importa em acertar,
só vive.
Mas que tem por trás alguém para guiar.
Descobri há tempos, mas não quis entender,
mas agora não sei o quê mexeu que me fez lidar,
me fez crescer e mesmo não sendo aquela criança,
me sentir livre para ser feliz da maneira que eu souber.

quarta-feira, maio 04, 2011

Insanidade Alcançada

Tudo parece tão diferente, tão novo, tão crescente!
Enquanto o mundo desaba e eu nem vejo a hora passar..
o tempo tem parecido voar, a realidade tem sido sugada,
a verdade tão objetiva
e meus objetivos complexamente alcançados
que as vezes sinto medo de me sentir tão bem.
Inexplicavelmente vivo num mundo imaginário,
aonde os problemas existem mas não incomodam muito...
Seria possível? Seria real?
Acho que as palavras também não têm feito muito sentido,
estranho tantas embaralhadas palavras misturadas,
cuspidas ao mesmo tempo
por uma boca que não as comporta,
as palavras comportadas (chatas) ficam entaladas,
deixando passar somente atrocidades vorazes,
capazes de fazer rir ou chorar
de acordo com o estado de ânimo.
Amo sentir-me embriagada nessa confusão;
faz parecer que a razão não carece razão e
dá vazão aos esdrúxulos e desvairados
pensamentos guardados.


segunda-feira, fevereiro 14, 2011

alegria esquisofrênica

É parando para pensar assim num repente tão tardio,
que se faz notar a falta que faz e o vazio que gera.
A longinqua relação em seu atual status
contrapõe exitante todo passado.
Presente e passado, por vezes aparentemente tão emaranhados,
não são o que mais, senão o que são por seu nome dado,
toda a sucinta relação coincidente com qualquer relação passada,
foi hj emancipada, e,
repletas de liberdade duas formações livres
parecem ter correta engrenagem
numa máquina de funcionamento exato.
Não sei ir direto ao ponto quando preciso,
fico em nervos, mãos suadas, respiração ofegante e olhos mareados;
nada é mais excitante que a alegria do sorriso alheio.
Tenho aprendido a amar sorrisos,
por mais interessantes agora me parecerem.
Talvez essa não seja minha melhor forma escrita,
mas não consigo pensar mais
do que numa alegria incontrolável, entretanto; exitante.
Tenho a felicidade e a dor ao meu encalço,
não sei qual chega primeiro ao meu encontro,
mas sempre tenho temor pela segunda.
E toda felicidade é para tanto,
que para o ontem já não importa.
Sinto um ufanismo esquisofrênico,
baseado numa ex-melancôlia.
Não sei medir alegria,
mas creio que ela tenha me encontrado nesse instante.
A resposta é simples,
é como o passar dos cadarços nos tênis,
ou bordar uma toalha de mesa,
preparada laçada a laçada, ponto a ponto...
o tempo não proporciona as medidas,
mas evidencia os resultados de cada ponto evoluído...
Não sei ir de pronto ao ponto,
não sei se encontro ou não
um jeito certo e conformista,
ou se viro o mundo de ponta cabeça,
durante tempos e tempos tudo foi um quase,
mas de repente o quase virou vertente
e a hipótese virou verdade,
talvez eu só tenha tido medo de verdade tão repentina,
mas em meu organismo palpitações;
frequência cardíaca acelerada;
a boca seca.
E um sentimento novo,
completamente distinto me sacia.
Eu espero que não pare,
eu espero que não canse,
eu espero que não passe,
porque tudo que quero agora
é vagarosamente deixar o tempo passar,
não qualquer tempo,
porque o agora é distinto do utópico.
No tempo do agora não posso querer e,
se quiser, não posso realizar...
mas quero o tempo futuro nesse instante,
só pra saber que o presente não cansa
e não é delírio nem sonho,
apenas a união de sensibilidades
e sensações permanentes de alegrias plurais
vindo das mais distintas formas.