quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Espero o agora...

Os sentimentos podem ser definidos pela amabilidade provocada?
Por coisas em comum?
Certo é que definitivamente não se tratam de afinidades.
Raras são as pessoas que não me cansam,
a essas quem cansa sou eu.
Minhas atividades neurais suportam falhas;
mas esperar uma ligação vazia não é aptidão,
informação desnecessária quando se espera que atenda.
Desilusões são para iludidos, assim como influências para influenciáveis,
não espero o que não faz sentido.
A demanda do racionalismo extremo é fato que estranhas sensações provocam.
Uma perda tardia, uma vontade retraída, uma lembrança remota...
Meu emocional age incodicionalmente, imperando a vontade de ser outro ser.
Pena não detém meu raciocínio,
me irrita essa pseudo-inquietação, essa preocupação tola.
Abstração da realidade. Uma figuração afável e uma satisfação amena.
Quero amainar meus conceitos,
mas esses padrões interpelam minhas noções de realidade.
Nada há que palavras já não digam, nem tão grande, nem tão inescrupuloso.
Tenho saudade do que a mente contorna e refaz,
mas tenho mais saudade de entender a mim sem me preocupar com o que há com quem me traz...
Sentimentos dançam sobre os ombros e os olhamos ora encantados, ora perturbados,
sensações bailando como balas explodindo no céu da boca, num colorido e luzes, utópicos demais para qualquer conexão que eu pudesse preencher...
Não sei o que vem depois, só espero o agora por mais um dia.