Essa psicodelia regulada, tardia, encapsulada.
Esse nervosismo comedido, acometido de males.
Essa insatisfação repentina, dorida reprimida.
Os corpos são estigmatizados, estilizados,
faces esquemáticas de uma estabilidade incomum.
Inexistente saber do corpo, opróbrio torpe.
Tormento torto, de um arder sonolento, lento, lento...
Escárnio, uma repulsa tuberculo-inescrupulosa.
Ao vento tudo parece apodrecido,
mas no miolo quem sabe ainda haja vida?
O sangue jorra e feridas brotam.
Escaras abertas e purulentas
fazem o odioso tornar-se saudável.
Talvez na doença a cura, talvez na dor a satisfação.
Pensar de forma hipocondríaca
querendo proteger-se do que não existe.
Pensamentos nefastos rondam de forma sutil,
uma mente funérea imprópria para alegrias.
Um quebra cabeças, repleto de palavras sem sentido
monta-se e remonta-se nessa insensatez.
As peças articuláveis, as escalas confundíveis,
pasmos e nebulosos,
os escapes para o surreal.
No país das maravilhas, no fantástico,
no inexistente imerso no irreal,
plantas verdejantes brotam de uma criatividade infalível.
Famigerado consumismo de comunicações insolúveis.
Infâmia. Só o saber me faz plausível.
O querer não faz sentido e este me retém.
Sabedoria e mansidão, saudade e paciência.
Só o saber eterno pode tornar plausível
o que não o é a olhos nús.