Acho que a sintomática imprecisa tem melhorado ultimamente,
talvez não esteja, mas me sinto melhor, ao menos um pouco.
Quando sinto a distância numa proximidade tão curta, me sinto mal,
entretanto, ao ficar longe sinto que mesmo incomodando demais
quando vejo uma imagem que traga lembrança
Tenho me sentido menos pior que n'outros dias.
Amigas vêm, vão, são o que tem que ser,
cumprem seu papel.
Se algo mais houver, não me cabe dizer,
já não sinto tanto desespero, mas me dói pensar,
então evitar torna-se o melhor remédio.
A corrompida imagem que formei não posso desfazer,
o corredor por onde entrei, não quer alargar,
a porta emperra.
A vontade se alavanca e, no minuto seguinte some.
Tudo rápido demais, frenético demais.
Estou mais confiante, mais crente, mais...
mais muitas coisas, menos tantas outras...
Mais confiante em Alguém que pode me trazer a paz,
que pode ainda me permitir esperar menos aflita,
Alguém que me ajuda a mudar mais uma porçãozinha por dia.
Contudo, menos desesperada e mais racional,
vejo cada vez mais a distância e o abismo que se formou,
quando o chão cedeu sob nossos pés.
E, por mais que eu tente, a porta não desemperra.
Sei que não é tempo disso, por isso me preocupo menos,
sei que nada disso depende de mim,
por isso tenho chorado menos uns mls por dia.
Ainda posso parecer melodramática, dita vítima,
mas algumas características não desaparecem de repente,
enquanto uma atitude pode mudar todo um projeto de vida.
Tenho me conformado em esperar outras respostas,
a buscar outros pedidos,
a me acertar antes de buscar abrigo em ombros amigos...
Tenho perdido a revolta incontida e desmedida e
ganhado ares mais sutis, menos (ou talvez não) complexos.
Mas de qualquer forma mais amenos.
Tenho me sentido mais viva,
ainda que parte do meu coração chore
e sangre sem parar.
Nessa sangria desvairada tenho me posto a pensar mais,
a buscar mais, a querer mais do tenho tido
e buscado como objetivo.
Mas ainda falta... tanto... pelo menos
não tenho me desanimado, mas me mantido
ainda que triste, firme nos propósitos do que escolhi.
Pois sei que amanhã, ou depois talvez quem sabe.
Não sou mais eu quem controlo meu tempo,
mas numa manhã florida e ensolarada,
as lágrimas vão, sei que sim, secar-se.
E o sorriso tornará efetiva
e permanentemente aos meus lábios.
Não que não os habite por vezes agora,
mas não é convicto de si,
nem lembra que está lá,
mas logo me encherei tanto da alegria que tenho bebido,
que não saberei mais não sorrir.
E a tristeza se extinguirá ao menos por momentos,
minutos, dias, quem sabe? De meu corpo suave...
que hoje não se mostra tão imensamente contente assim.
Espero, tenho esperado tantas coisas,
aprendi, nesses tempos esperar...
Tenho muitas saudades não nego,
mas as flores se abrem tão rapidamente
que não podemos deixar o momento passar
presos a lágrimas fúnebres.
Tenho buscado e tenho aprendido,
tenho aprendido demais nos tempos
em que sofrimentos tomam ares de aprendizado
e passam a mostrar-se menos infelizes
e mais vorazes e perspicazes de suas complexidades.
Sagacidades... Não posso perder, não minhas doces esperanças!
quinta-feira, agosto 28, 2008
terça-feira, agosto 19, 2008
Pseudo... uma verdade que irrita!!!
Tentar matar o que está dentro de nós é mais difícil
do que manter um sorriso superficial no rosto.
Esse líquido inócuo que expressa tanta dor,
e ao mesmo tanta insensatez ao percorrrer a face...
qual profícuo em sentir???
Qual a lógica em conhecer tanto?
Se no que deveria saber sou completamente leiga???
aprender mil atividades...
ter mil aptidões...
tudo é tão inútil diante da insustentabilidade do ser.
A insustentável leveza... traiçoeira e contínua...
De um ser que nem ao menos tem consciência do existir,
na profundidade psicológica e disconexa do desvario
no qual se instala.
Afinal, ser... o que é o agir e o pensar,
senão um amontoado de informações que vem e vão?
criando uma rede, cheia de tramas e formam
nada mais do que nosso repertório individual.
Quem somos? O que conhecemos?
Tudo é tão subjetivo e pseudobucólico,
uma melâncolia alternativa a torpe idéia de razão,
dando vazão ao funesto ar funéreo que se instala.
do que manter um sorriso superficial no rosto.
Esse líquido inócuo que expressa tanta dor,
e ao mesmo tanta insensatez ao percorrrer a face...
qual profícuo em sentir???
Qual a lógica em conhecer tanto?
Se no que deveria saber sou completamente leiga???
aprender mil atividades...
ter mil aptidões...
tudo é tão inútil diante da insustentabilidade do ser.
A insustentável leveza... traiçoeira e contínua...
De um ser que nem ao menos tem consciência do existir,
na profundidade psicológica e disconexa do desvario
no qual se instala.
Afinal, ser... o que é o agir e o pensar,
senão um amontoado de informações que vem e vão?
criando uma rede, cheia de tramas e formam
nada mais do que nosso repertório individual.
Quem somos? O que conhecemos?
Tudo é tão subjetivo e pseudobucólico,
uma melâncolia alternativa a torpe idéia de razão,
dando vazão ao funesto ar funéreo que se instala.
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