segunda-feira, novembro 25, 2013

So...ssego Enfim

Saber que o tempo é implacável, que brincar de casinha não é vida real e que na real tudo é bem diferente
Pensar que o tempo muda tudo, mas que não cura de verdade só faz abrandar o sentimento, que fica guardado lá no fundo.
Ter a certeza de que a fuga, a afronta ou a negação são opções, mas simplesmente ver tudo escorrer por entre os dedos.
É tempo senhoras e senhores de se perder na própria realidade e se entupir de dores!
Talvez tenhamos sido usurpados de nós por uns instantes, ou talvez tudo tenha virado pó num só rompante.
Um olhar cruzado basta pra saber que está lá, tudo que outrora estivera com fervor, mas e agora?
Agora tudo está tão diferente e tão distante, tão somente e tão calmante que tudo parece uma explosão.
O controverso, o lúdico e o inesperado, trazem uma única certeza: NADA VAI MUDAR!
A loucura e a utopia trazem consigo sentido, castigo, medo.
Nunca saberemos quem somos fugindo assim de nós mesmos, nunca saberemos o que somos formando a figura fugaz do secreto.
Um estupor, funéreo, uma sagacidade bandida que assola a rotina do desespero, lá fora o desejo, aqui o receio de não ser.
Efêmero, singelo, cúmplice que outrora tivera, mas hoje chama-se distância.
O amor transformado a fatos de cacos caídos sem ternura, com muitas rusgas e rugas e muita cola pra tudo se encaixar de alguma forma.
Não funciona, tudo numa transferência pra única decência que capta com doçura minha essência, que espanta os fantasmas e traz a face o sorriso com a transferência do que se havia perdido.
A infância leve, sutil e cheia de vida que me toma, parece fazer tudo o mais valer a pena, o mais ou o nada, que na medida do possível avança.
Sobra apenas o que não foi, como não foi. Sua loucura se encaixa, sua singularidade me convém, mas não convém, não convém...
Parecem palavras soltas ao vento, mas a noite me engole num só golpe e madrugada a dentro apenas desejo ver o sorriso que me faz esquecer tudo o que poderia haver de momentânea ou permanentemente errado em meu peito, meu filho. Sossego enfim...

segunda-feira, março 26, 2012

As sutilezas resultantes de um olhar

Nossa vida é tão cheia de rodeios e pormenores, de piadinhas e pitadas de recheio. Fazemos tanto por nós mesmos que nem ao menos percebemos os caminhos ou desígnios corretos.

A sociedade doente de orgulho, corrupção e ódio alimenta seus três poderes como fazemos com um animal de estimação, cultivamos aversão e esquecemos do básico. Mas o que é o básico?

Quem sou eu pra dizer, a mim basta saber que cada um tem seu próprio caminho com os dons que recebeu e usá-los da melhor forma. E isso amigos, cabe só a quem recebeu.

Erramos tanto pelo caminho que mal enxergamos o foco final, quase perdemos o objetivo e isso é tão fácil e comum que já nem é cruxificável.

Palavras não vão corrigir os passos tortos, elas podem amenizar as passadas, mas os passos ainda sairão do prumo.

Haverá sempre uma nova jornada, por mais difícil que seja mudar o caminho. Trilhas sempre escondem atalhos, mas nem sempre eles são mais fáceis embora sejam mais rápidos. Agora eu pergunto: a quem cabe julgar o melhor a fazer? Sei que não é a mim ou a você.

O tempo passa, as metas vão moldando o caráter e as atitudes tomadas marcam o que ficou para trás e o que há por vir como um divisor de águas; ressaltaria apenas que as transformações e moldes valem para todos os lados. Tanto aquele que se pensa ter deixado imutável, quanto pelo que há de vir.

Sou hoje a mulher que não fui ontem, plácida no tumulto, desinteressada de excesso de atenção, era menina em corpo de mulher, mente vagando, descentrada, hoje amadurecida sou outra, como se diz não será nem o mesmo homem nem o mesmo rio.

Partindo desse princípio seria correto afirmar que é uma estupidez dizer isso depois de anos a fio? Eu diria que sim, porque sim e não. Sim, porque seria a mesma pessoa, mas não seria; estaria mais digna, mais crescida, sendo outra e é claro as águas também.

Mas quem diabos disse que não se pode fazê-lo?

Querer é uma opção, não é a mesma água nem o mesmo rio, mesmo sendo o mesmo local e pessoa, mas poderia ocorrer se assim fosse desejado e seria algo inteiramente novo. Não se afoga o passado nas tais águas, mas o encara de frente orgulhosamente apresentando o que se tornou. Não obstante, de que valeria?

Basta cada dia por seu mal e seguir em frente, melhorando sempre!

sábado, agosto 27, 2011

Esqueço tudo e recomeço quando te encontro

Aprendi com as brigas que fazer as pazes é a melhor parte de um relacionamento, mas que brigar muito desgasta até o melhor dele e
mais que isso, tenho aprendido com algum sofrimento que maior alegria se tem quando quem amamos está ao lado.
Quando te vejo está tudo bem, tudo de ruim desaparece e a vida recomeça.
É como um fluxo, viciante e vicioso que num ciclo contínuo e infindável alucina e aglomera.
Palavras perdidas me perdem no tempo,
me fazem perder a razão e o sustento, me distanciam da veracidade das intenções e intencionalmente fundem razão e sentimentos se confundem.
Soltas ao vento elas destoam das reais intenções dos meus sentidos e os entorpece.
Fico inebriada de inexatidão com rompantes perturbados.
Quero ser a razão de sorrisos teus,
que o teu acordar seja mais feliz com minha presença,
que tua razão me compreenda e eu compreenda a ti e nessa condição mútua, completemo-nos.
Pode ser difícil, mas não se trata de uma utopia condicionada a uma realidade impossível.
Ver e ter você ao meu lado faz tudo ficar melhor.
Faz a rotina mudar de cara e a alegria aparecer com rompantes de euforia em demasia.
Quero tudo e quanto muito pode ser. Quero a alegria da vida em dias desiguais... CONTIGO.
Aprender a pedalar nessa ciclovia de aros tortos com palavras que careçam de atenção.
Tenho tantos sonhos e percebo com a distância que sem você eles não estão completos.
Declaro lei, condição de cumprimento, artigo e vontade de tudo o que há, que as palavras são vazias, desvairadas e completamente fora de prumo quando estão em desarmonia com as que vêm de você.
Pensar em te perder, me faz pensar em querer fazer disso um recomeço, porque não me enxergo distante desses olhinhos pidões, desses lábios que produzem o desejo de beijos infindáveis e um sorriso lindo, desse rosto único, mestiço de cores e origens, num tudo que me faz querer muito ficar mais perto. Dos braços que me acolhem e me fazem protegida, da paciência que se refaz constantemente após minhas imprudências, das palavras doces e da atenção que dá ao que pode e quando pode "E de te amar assim, muito e amiúde. É que um dia em teu corpo de repente. Hei de morrer de amar mais do que pude."
Aprendo como amiga e como amante o quão importante é sua vida junta a minha buscando caminhos semelhantes. Porque esqueço sempre tudo e recomeço quando te re-encontro.

quarta-feira, maio 25, 2011

Um que de não sei o quê

Parece tudo tão engraçado,
de repente se forma uma crosta, uma camada espessa,
de repente tudo se dissolve facilmente,
de repente o passado parece desaparecer... tão de repente!
Para cada tempestade a brisa leve e o sol na manhnã seguinte.
Nada é pra sempre se o tempo que durar for o bastante,
se basta para aprender,
se basta para crescer,
se ensina a estimular,
se mostra o caminho a seguir,
se nos fazer entender como é que se deve ver e viver,
por tudo que se acredita...
Criar ideiais faz bem, mas não traz os problemas
que a realidade pode acrescentar tão sorrateiramente.
Utopia é tender a achar que pode entender o mundo,
sem perceber que não se vive a realidade
nem na própria concepção.
Ilusão descabida de perfeição!
Tudo parece tão bonito sem a máscara desse o quê,
dessa realidade vazia e sem porquê!
Escamas realmente cegam quando buscam sempre
as mesmas alternativas,
mas entender a sutileza da vida
e lidar com problemas como adulto,
traz a leveza de uma criança de 4 ou 5 anos
que não se importa em acertar,
só vive.
Mas que tem por trás alguém para guiar.
Descobri há tempos, mas não quis entender,
mas agora não sei o quê mexeu que me fez lidar,
me fez crescer e mesmo não sendo aquela criança,
me sentir livre para ser feliz da maneira que eu souber.