quarta-feira, maio 25, 2011

Um que de não sei o quê

Parece tudo tão engraçado,
de repente se forma uma crosta, uma camada espessa,
de repente tudo se dissolve facilmente,
de repente o passado parece desaparecer... tão de repente!
Para cada tempestade a brisa leve e o sol na manhnã seguinte.
Nada é pra sempre se o tempo que durar for o bastante,
se basta para aprender,
se basta para crescer,
se ensina a estimular,
se mostra o caminho a seguir,
se nos fazer entender como é que se deve ver e viver,
por tudo que se acredita...
Criar ideiais faz bem, mas não traz os problemas
que a realidade pode acrescentar tão sorrateiramente.
Utopia é tender a achar que pode entender o mundo,
sem perceber que não se vive a realidade
nem na própria concepção.
Ilusão descabida de perfeição!
Tudo parece tão bonito sem a máscara desse o quê,
dessa realidade vazia e sem porquê!
Escamas realmente cegam quando buscam sempre
as mesmas alternativas,
mas entender a sutileza da vida
e lidar com problemas como adulto,
traz a leveza de uma criança de 4 ou 5 anos
que não se importa em acertar,
só vive.
Mas que tem por trás alguém para guiar.
Descobri há tempos, mas não quis entender,
mas agora não sei o quê mexeu que me fez lidar,
me fez crescer e mesmo não sendo aquela criança,
me sentir livre para ser feliz da maneira que eu souber.

quarta-feira, maio 04, 2011

Insanidade Alcançada

Tudo parece tão diferente, tão novo, tão crescente!
Enquanto o mundo desaba e eu nem vejo a hora passar..
o tempo tem parecido voar, a realidade tem sido sugada,
a verdade tão objetiva
e meus objetivos complexamente alcançados
que as vezes sinto medo de me sentir tão bem.
Inexplicavelmente vivo num mundo imaginário,
aonde os problemas existem mas não incomodam muito...
Seria possível? Seria real?
Acho que as palavras também não têm feito muito sentido,
estranho tantas embaralhadas palavras misturadas,
cuspidas ao mesmo tempo
por uma boca que não as comporta,
as palavras comportadas (chatas) ficam entaladas,
deixando passar somente atrocidades vorazes,
capazes de fazer rir ou chorar
de acordo com o estado de ânimo.
Amo sentir-me embriagada nessa confusão;
faz parecer que a razão não carece razão e
dá vazão aos esdrúxulos e desvairados
pensamentos guardados.