Nossa vida é tão cheia de rodeios e pormenores, de piadinhas e pitadas de recheio. Fazemos tanto por nós mesmos que nem ao menos percebemos os caminhos ou desígnios corretos.
A sociedade doente de orgulho, corrupção e ódio alimenta seus três poderes como fazemos com um animal de estimação, cultivamos aversão e esquecemos do básico. Mas o que é o básico?
Quem sou eu pra dizer, a mim basta saber que cada um tem seu próprio caminho com os dons que recebeu e usá-los da melhor forma. E isso amigos, cabe só a quem recebeu.
Erramos tanto pelo caminho que mal enxergamos o foco final, quase perdemos o objetivo e isso é tão fácil e comum que já nem é cruxificável.
Palavras não vão corrigir os passos tortos, elas podem amenizar as passadas, mas os passos ainda sairão do prumo.
Haverá sempre uma nova jornada, por mais difícil que seja mudar o caminho. Trilhas sempre escondem atalhos, mas nem sempre eles são mais fáceis embora sejam mais rápidos. Agora eu pergunto: a quem cabe julgar o melhor a fazer? Sei que não é a mim ou a você.
O tempo passa, as metas vão moldando o caráter e as atitudes tomadas marcam o que ficou para trás e o que há por vir como um divisor de águas; ressaltaria apenas que as transformações e moldes valem para todos os lados. Tanto aquele que se pensa ter deixado imutável, quanto pelo que há de vir.
Sou hoje a mulher que não fui ontem, plácida no tumulto, desinteressada de excesso de atenção, era menina em corpo de mulher, mente vagando, descentrada, hoje amadurecida sou outra, como se diz não será nem o mesmo homem nem o mesmo rio.
Partindo desse princípio seria correto afirmar que é uma estupidez dizer isso depois de anos a fio? Eu diria que sim, porque sim e não. Sim, porque seria a mesma pessoa, mas não seria; estaria mais digna, mais crescida, sendo outra e é claro as águas também.
Mas quem diabos disse que não se pode fazê-lo?
Querer é uma opção, não é a mesma água nem o mesmo rio, mesmo sendo o mesmo local e pessoa, mas poderia ocorrer se assim fosse desejado e seria algo inteiramente novo. Não se afoga o passado nas tais águas, mas o encara de frente orgulhosamente apresentando o que se tornou. Não obstante, de que valeria?
Basta cada dia por seu mal e seguir em frente, melhorando sempre!
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