sexta-feira, outubro 25, 2002

A branca tês aveludada, em nada descreveria a ti, disforme, louco. Mas o que digo, se admiro o que aqui condeno? Tua face irônica me instiga teu jeito, teus gestos e tua vestimenta sua barba por fazer, embaraça meu pensar Arrepios, calafrios, ios demais! Sabor, sonho, suor, sussurro. Delírios febris! Escrevo apenas, nada faço, imagino e em meu imaginário nada é proibido Nem amor, nem prazer, nem você. Cada linha traçada descreve um pensamento contínuo, uma curta linho do tempo onde a ordem cronológica se inverte se refaz constantemente. Mensurável. Ao possível faço acontecer... Vejo, encontro, quero e sem saber aonde ir procuro o modo mais fácil: o sonho. Me liberto de qualquer estereótipo e resgato a beleza, o frescor da doçura. Minha alma repele, meus gestos coordenadamente insinuam. E as sinuosas linhas do meu corpo abandonam o senso e a moral e te buscam deseperadamente, mais um beijo, um toque, digo não querendo dizer sim me afasto, mas meus olhos querem aproximar Posso ser inconveniente, mas sou apenas. Reflito, espero e sinto, nada mais digo e se disser não, não mais insisto, me despeço e tristemente vou-me.