Não quero publicar minha vida,
mas relatos de espaços quadrados,
de retalhos que possam ser costurados.
Não adianta ter por base a perfeição,
se nela a teoria reina, mas a verdade inexiste.
Não adianta querer abarcar o mundo todo,
se nem as próprias redondezas alcança.
Não basta margear o impenetrável,
tem que se buscar uma fenda.
Não cabe alfinetar uma emenda,
se os remendos não seguram.
Não se toca a alfaia sem conhecer o ritmo,
não se bate no compasso cadenciado sem querer.
Não se marca com um tic o erro,
nem se ensina a errar.
Somos errantes naturais,
pecadores de nascimento.
Somos insignificantes incógnitos,
diante da dimensão do Todo!
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