A vontade de rir,
o medo de ir, o receio de olhar,
as surpresas e os hábitos.
As novidades e coisas comuns.
Me sinto boba hoje!
Mas livre como há tempos não sentia...
Numa impetuosidade de loucura saudável.
Um furor me torna a face rubra e
a leveza de saber que entendi o tempo...
Esse velho louco que vive pregando peças.
E é tão simples entendê-lo!
Como o cisco não deixava ver a trave.
Caiu a trave e saiu o cisco.
Ficou o anseio pelo porvir e o receio de não buscar certo!
Sou, estou, busco.
A mais pura razão de existir.
E sorrio como não lembrava sorrir,
durante longo período...
Males por vezes fazem bem, eu espero.
Porque sei que de onde vem só pode ser o melhor...
e me tranquilizo.
Não busco mais certas coisas,
encontrei nas raízes fincadas a terra
toda nutrição que preciso e a dor já não me consome.
Resta um rosto amainado e paz. Obrigado!
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