Que o mundo acabe!
Que o barranco desabe,
que todas as desavenças se dêem,
que todo ódio culmine em guerra,
que toda a fé termine em sangue,
que todo receio se torne mágoa!
Quero que toda a devassidão se instale,
que toda perversidade se anule em questionar,
que todo labirinto deixe o errado resultar.
As opções, as escolhas, os planos; deixa o inimigo tramar.
Sente o frio na espinha, o gelo na barriga, mas insiste em refutar.
Sandio, saindo intacto, profícuo do que não há...
verbos calando fatos, verdades que não se vêem.
Quero que a lascívia habite,
quero ouvir o mentiroso recitar.
Marcas ditas, ditadas, repetidas.
Quem pode reclamar?
Quando seguimos essa cartilha,
nem podemos mudar os ditados,
nem enxergar os erros,
a menos que queiramos mudar.
Mentiras então não serão atos impensados.
Serão consciências funéreas de um indivíduo que não quer mais ser.
Verdades desconhecidas, nas bocas dos tolos,
calam aos que suscitam em desespero.
Rodeia-nos com uma brutalidade abrupta e tenta nos corromper.
Tenho tédio, tenho raiva, mas já não tenho mais medo.
Não, não sou um super herói (ou heroína),
Não me alucina as verdades que destroem.
Por isso não tenho mais medo.
O mundo conta mentiras, mas vou contar um segredo:
o mundo que mente não é o mundo ao qual pertenço.
E, desse mundinho infame quero repulsa e distância,
embora mergulhe a fundo por vezes
pra tentar drenar a água em pontos específicos.
Pra tentar puxar aqueles que não querem as travas.
Pr'aqueles que querem enxergar que essas "verdades" não valem.
Pra esses tenho outro porvir, outro sustento.
Não eu, pois não aguento, mas o lamento dos que clamam
súplicas inexoráveis, sem perdão.
E, buscam viéses de uma conexão exata.
À esses indico a razão rara da incompreensão: Fé!
E essa verdade vale. O resto são só...
... mentiras que o mundo conta!
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