Estupor dos meus causos;
incongruências das
minhas necessidades,
improfícuo e incólume!
Torpe razão vazia,
emocional se eleva,
a dor domina.
Não tem razão de ser,
não faz sentido!
Embora também
não haja razão em sentir,
isso é quase uma lição morfológica,
pois sem amor eu nada seria!
Sei que não me enquadro,
no perfil desgraçado em questão,
sei que a Graça me basta,
sei que a razão é tola,
sei que a loucura dos santos
é sabedoria.
Só não sei,
como saber tanto,
crer tanto,
amar tanto,
e ainda conseguir
espaço pra dor.
Só não sei como.
E então,
alimentando-me do espírito,
suporto mais uma milha,
guardo mais um pouco
o meu sofrimento.
Posso caminhar
por mais alguns instantes.
Ainda que meus pés
sintam-se em brasa
e não possa mais tocar o chão.
Ainda que meu corpo
não flutue.
Ainda que meus orgãos
resvalem pelas sombras
e desfaleçam,
que a minha pele,
rompa-se ainda em mim
e o sangue respingue.
Não há lirismo nisso,
nem lascívia.
Não há sonho,
nem perversão.
Há amor e disposição,
ainda que a dor faça
minar a força.
O Consolador
traz a paz, ainda que
as lágrimas escorram.
Traz amor ainda que
o ainda que permaneça.
E ainda que nada possa ser
como quiséssemos que fosse,
mais um passo,
mais adiante,
mais uma vez;
ainda quê!
incongruências das
minhas necessidades,
improfícuo e incólume!
Torpe razão vazia,
emocional se eleva,
a dor domina.
Não tem razão de ser,
não faz sentido!
Embora também
não haja razão em sentir,
isso é quase uma lição morfológica,
pois sem amor eu nada seria!
Sei que não me enquadro,
no perfil desgraçado em questão,
sei que a Graça me basta,
sei que a razão é tola,
sei que a loucura dos santos
é sabedoria.
Só não sei,
como saber tanto,
crer tanto,
amar tanto,
e ainda conseguir
espaço pra dor.
Só não sei como.
E então,
alimentando-me do espírito,
suporto mais uma milha,
guardo mais um pouco
o meu sofrimento.
Posso caminhar
por mais alguns instantes.
Ainda que meus pés
sintam-se em brasa
e não possa mais tocar o chão.
Ainda que meu corpo
não flutue.
Ainda que meus orgãos
resvalem pelas sombras
e desfaleçam,
que a minha pele,
rompa-se ainda em mim
e o sangue respingue.
Não há lirismo nisso,
nem lascívia.
Não há sonho,
nem perversão.
Há amor e disposição,
ainda que a dor faça
minar a força.
O Consolador
traz a paz, ainda que
as lágrimas escorram.
Traz amor ainda que
o ainda que permaneça.
E ainda que nada possa ser
como quiséssemos que fosse,
mais um passo,
mais adiante,
mais uma vez;
ainda quê!
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