sexta-feira, outubro 10, 2008

Opções e escolhas

Quiçá não encontremos na língua
as antonomásias que nos definam.
Até nas figuras de linguagem, os vícios,
Encontro nas palavras o berço do mundo.
Nas metáforas novo significado,
por todas as antíteses,
em todas as suas contradições.
Nas metonímias a suavidade de novas proposições,
seguida numa sinestesia de invasão e retomada,
onde nosso corpo transborda luz.
Todo erro e acerto,
culpa e arrependimento
a pseudo timidez
corando a maçã do rosto
inserindo a catacrese.
São tantas antíteses num único ser.
Tantas apóstrofes de súplicas,
tantas hipérboles de ser,
numa ambiguidade infinita,
deveras complexa e singular,
Repulsa sobre os eufemismos,
recobrindo os atos falhos.
Tantas são as figuras e tantas ainda faltam
a integrar esse contexto
que melhor seria não usá-las.
Os receios da mesmice,
sem convicções,
as incertezas, o futuro,
incerteza de tudo no mundo,
porque na realidade.
Queixas são como dejetos,
extraídos de nós frequentemente.
Olvidando-se da correção de si.
numa peculiaridade absurda.
Somos detalhadamente formados,
pensamento e produção contínuos.
Somos dor e desejo.
Híbridos por conjuntura,
em busca de redenção.
Doesto a carne...
Admoesto o corpo,
relutando sempre!
Em busca de sapiência e consciência!
Vulgaridades obsoletas,
trevas tragando a luz,
até quando a luz deixar,
Portar-se bem, configurar-se,
adaptabilidade em pauta.
Posicionamento em baixa.
Seres, humanos?
Indivíduos errantes,
por características individualistas.
Nós?
Uma extensão dessa natureza,
também defeituosos com foco
no que é perfeito.
Caixa composta de fragmentos,
lotada de simbolismos,
libertando-se de velhos hábitos e costumes.
Eternamente construídos,
moldados para edificação contínua,
nossa e alheia.
Constante compreensão.
Cada passo, novo circuito.
Erro, acerto, foco.
Erguido e fortalecido a cada queda.
Pronto para outra tentativa.
Tradução do que quer ser,
novas expectativas surgem,
urgindo, tempo contra.
Olhos vendados... vendas caem.
corpos algemados, agrilhoados,
gritantes, brasas flamejantes.
Liberta! Espera sem razão...
Cabe a nós! Acordar,
abrir os olhos, corrigir os erros,
o tempo é curto,
a eternidade finita para quem fica.
Opções, opções...
liberdade de convenções,
princípios distorcidos,
corpos sedentos, redimidos...
cabe a nós. Esperar?
Só uma das opções.
A certa?
Invariavelmente incorreta.
cabe a nós, decidir,
cabe a nós agir,
Quando?
Nos cabe dizer...

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